Sabe aquele “carinha” que tá sempre reclamando de tudo e de todos?
Já teve a sensação de que o mundo em que você vive fica “menos legal” após falar com essa pessoa???
Saiba que essa condição de reclamar sinaliza que a pessoa pode estar com DOR. Se isso não te diz nada, eu preciso que você continue lendo o texto…
… há aproximadamente 200 mil anos, o homo sapiens (NÓS) viveu a maior parte do tempo fugindo dos grandes predadores, com muitas dificuldades para encontrar comida e para ficar isolado dos perigos da época.
Há 12 mil anos aconteceu a revolução agrícola, período em que o homem conseguiu domesticar os animais e trabalhar com maior precisão no plantio. Nessa escala de tempo, percebe-se que o ser humano ficou 188 mil anos estimulado e adaptando-se em um ambiente hostil. Se colocarmos em uma escala de 100 anos, isso representa 94 anos (HOSTIL) vivendo longe do topo da cadeia alimentar.
O cérebro adaptou-se nesse período, aguçando suas percepções a estímulos que podem, de alguma forma, extinguir a vida. Isso facilmente é identificado com artigos científicos que recorrentemente divulgam resultados em que as pessoas dão mais atenção às emoções aversivas (tipo medo) do que às de aproximação (tipo alegria).
Um exemplo disso é tentar lembrar de uma situação ruim: perceba que, ao evocar a lembrança, você recorda dos detalhes. Agora tente lembrar das férias mais legais da tua vida. Você consegue contar toda ela em poucos minutos… dias e dias de férias.
Entendeu? A memória tende a registrar situações mais difíceis do que as prazerosas, decorrente da evolução e adaptação dos mecanismos do cérebro.
Agora você conseguirá compreender o reclamão…
… ele dá atenção a tudo que pode prejudicá-lo (o que não significa que haja a condição hostil). É tão maluco que ele chega a torcer para que as coisas deem errado, para que exista lógica nos seus medos.
No trabalho, esse comportamento pode ser prejudicial a todos que estão próximos e que dependem do resultado do agente que influencia por medo (quem reclama). Trata-se de um medo por terceirização, tipo “isso vai dar errado”, “nunca vai dar certo”, dentre outras expressões.
Como diz o Cortella: “A frase predileta do pessimista é: ‘que horror, alguém tem que fazer alguma coisa!’ A única coisa que o pessimista faz é sentar e esperar dar errado. Aí você diz ‘mas não tá dando errado’ e ele diz ‘espera que você vai ver’”.
Para TODOS os envolvidos, isso compromete a capacidade de trabalhar por um efeito psíquico chamado IDEOMOTOR. O sintoma visual comportamental é procrastinação por serviços que antes eram realizados, a falta de ousadia em encontrar soluções, dentre outros comportamentos.
Além disso, de tanto validar os medos desproporcionalmente, eles podem virar crenças para as pessoas que são influenciadas. O que acha de melhorar nisso?
A coragem não é a ausência de medo, é a capacidade de enfrentar o medo para realizar as coisas. O medo é o que nos prepara para não ficarmos vulneráveis.
É fácil falarem que temos sorte, quando acordamos todos os dias às 3h da manhã para fazer o melhor para nossos clientes, e já enfrentamos tantos momentos difíceis para chegar aonde chegamos. A competência e a coragem são muito mais importantes que a sorte.
Então, vamos tomar um café? É por nossa conta!