ARTIGO

Você acha que é racional quando decide. Será?

No final da década de 60, a filósofa britânica Philippa Foot publicou um dos dilemas mais estudados e citados da academia.

Trata-se do dilema do trem.

Imagine uma linha férrea que conecta Sobradinho e Ibarama. Caminhando próximo a ela, em um sábado de sol pela manhã, em direção a Ibarama, você visualiza cinco pessoas amarradas nos trilhos (todas desconhecidas).

Do nada, surge um trem desgovernado no caminho dessas pessoas.

TENSO!!

Para a sua sorte, você constata que há um desvio de trilhos antes de impactar essas cinco pessoas, mas, por algum motivo, tem uma pessoa amarrada nesse desvio (desconhecida).

Se você decidir puxar a alavanca de desvio, salvará cinco pessoas, mas aquela “alma” solitária não sobreviverá. Se você não fizer nada, salvará o estranho indivíduo “solito” e os demais irão dessa para outra.

Qual é a sua decisão?

Depois do ocorrido e escolhido, você segue forte acerca dos trilhos para chegar antes do meio-dia em Ibarama, na casa da Nonna.

Porém, próximo ao trevo de entrada da cidade, você observa outro trem desgovernado… e, na sequência, outras cinco pessoas desconhecidas, amarradas e encapuzadas, pouquinho antes do trevo.

Sabe?

Para piorar, não há desvio, mas há uma ponte de travessia de pedestres antes das pessoas nos trilhos. Observando melhor, há uma pessoa lá no meio dessa pinguela.

No chão, um papel com a seguinte informação:

“Se você empurrar essa pessoa da ponte nos trilhos, o trem desgovernado irá parar”.

Por lógica, você salvará as cinco pessoas. Todos são desconhecidos no seu campo de observação. Se não fizer nada, o trem seguirá o caminho dos trilhos e matará os cinco desafortunados.

Qual é a sua decisão?

(Dia difícil esse, não?)

Depois do ocorrido e escolhido (pela segunda vez na manhã), você segue forte, dobrando no trevo, para chegar antes do meio-dia na casa da Nonna.

Porém, caminhando, você escutou de um casal passando próximo a você os nomes das pessoas amarradas… e uma dessas pessoas é a sua filha.

É muito provável que o trem já tenha ceifado a vida dos cinco.

O que você fará?

Com essa informação, você se sentirá culpado se o pior já tiver acontecido?

Isso é a vida (nas devidas proporções).

O fator FILHA alterou a percepção da sua decisão.

Se eu solicitar para um robô salvar o maior número de vidas nesse sábado, dez pessoas continuariam vivendo e duas não.

Mas você é um ser humano e tem emoções.

A dica do dilema é colocar o maior número de dados frios para tomar uma DECISÃO que sempre é completamente minada por EMOÇÕES.

Nos negócios, da mesma forma.

É assim que na MT Gestão Contábil tomamos as nossas decisões (com ciência e dados).

Venha conhecer o nosso jeito de fazer contabilidade.

É incomum, consultivo (e preventivo), ágil (e automatizado) e lucrativo (científico com dados).

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