Você tem uma empresa e o trânsito do seu dinheiro acontece pelo colchão??? Hmmm… Isso é por causa do confisco das poupanças na era do governo Collor? Ou é porque você ouviu falar de uma empresa que quebrou pegando empréstimo em banco?
Vou te explicar as duas situações…
O episódio do confisco das poupanças em março de 1990, juridicamente, hoje, é impossível acontecer, porque há a Emenda Constitucional de 2001, que veda a detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro. Se esse for o motivo, pode guardar o seu dinheiro no banco que remunera bem mais que o baú do colchão, além de ser muito mais seguro.
Agora, se você ouviu falar de alguém que apontou para o banco a culpa de ter quebrado uma empresa, então eu preciso que você leia até o final.
O banco é aquele investidor anjo que você não conseguiu como sócio. É o parceiro que viabiliza o recebimento das suas receitas, que proporciona um meio rápido e ágil para você fazer os pagamentos, entre outros serviços importantes para as empresas. Vale destacar que as instituições financeiras também viabilizam a alavancagem nos negócios, desde que você demonstre condições financeiras e um projeto viável para o dinheiro captado retornar.
Uma empresa pode quebrar por diversos motivos tendo um empréstimo bancário:
– Erro no planejamento para a prospecção dos recursos;
– Erro de execução do planejamento após a prospecção do recurso;
– Erro de mapeamento de concorrentes e seus produtos;
– Improbidade administrativa;
– Muitos outros motivos.
O que eu mais observo no mercado são empresários reclamando de juros abusivos que comprometeram o pagamento das prestações. Sério, abusivo para os negócios é a imperícia de compreender o que está acontecendo quando é firmado o acordo.
Até aqui tudo entendido, então? Mas aí, vêm outras dúvidas: uso o recurso próprio para investir no meu negócio ou tomo esse recurso via instituição financeira? A resposta é: depende do chamado custo de oportunidade.
Faz-se necessário realizar uma análise bem embasada no projeto a ser executado:
– Retorno sobre o investimento;
– Tempo de retorno;
– Riscos da operação;
– Descapitalizar-se ou se manter com caixa elevado;
– Cenário econômico;
– Taxas e juros;
– Entre outros.
A tarefa é complexa, exige capacitação para ser feita e você pode buscar ajuda com profissionais da área para auxiliar nessas tomadas de decisões e elaborações de projetos.
Quer saber mais sobre esse assunto ou está passando por essas dúvidas? Venha até a MT tomar um café conosco que iremos te auxiliar.